terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Entrevista com o Trio Sudestino

Está chegando mais uma edição do nosso bom e querido Forró da Quebrada e dessa vez a festa será na nossa casa, no Espaço Comunidade, localizado na Rua Domingos Marques, 104 no Jardim Monte Azul e a música fica por conta dos nossos parceiros do Trio Sudestino
Para apresentarmos melhor os nossos convidados de honra, nós do Forró da Quebrada preparamos uma entrevista super bacana com eles. Confere aí...

O trio paulista tem como principal objetivo manter a essência do forró e por esse motivo é composto por triângulo e voz (Amanda Evelyn), zabumba (Ralf) e sanfona (Lucas). O Trio Sudestino tem ganhado espaço no mundo musical, participou da última edição do Festival de Itaúnas, um dos maiores festivais de forró do país, onde Amanda ganhou o prêmio de revelação feminina e comprovou que o forró também é lugar de mulher. 

 1) Quando, onde e como o Trio surgiu? 
O Trio Sudestino surgiu de uma maneira muito engraçada e curiosa. Nós saímos da Capim Novo. Saímos com o objetivo de criar um projeto nosso, então o Érick Carvalho acabou nos apresentando o Ralf. Já o conhecíamos das noites no forró, porém, não tínhamos tido a oportunidade de conversar diretamente com ele e saber quais eram suas ideias. Assim que começamos a conversar, nos entrosamos muito bem.

2) Porque é esse nome para o Trio? 
O nome Trio Sudestino surgiu dentre muitos nomes. Estávamos desesperados tentando achar um nome para o novo projeto. O Lucas tinha pensado em Trio Sudestino logo no começo, mas achou a ideia tão banal que acabou descartando sem ao menos falar para nós. Quando ele decidiu falar, o Ralf e eu abraçamos a ideia, gostamos muito do nome e sua essência, afinal de contas, esse nome mistura sudeste com nordeste, que é realmente o que levamos no nosso DNA. Não levamos nada mais nem nada a menos do que vivências, histórias e relatos nordestinos.

3) Quais são as principais influências para vocês? 
Do cenário atual, nós três somos muito fãs do Trio Dona Zefa, apesar de termos uma voz feminina, no nosso repertório tentamos trazer músicas masculinas, gravadas originalmente por homens para trazermos uma interpretação feminina, quebrando a barreira de que a mulher tem que cantar apenas o xote ou o baião. A mulher pode sim e deve cantar o forró como a Marinês fazia, assim como Trio Mossoró também está aí para provar, fazendo coisas muito boas. Todos esses nomes que citei são nomes que gostamos demais, bem como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga obviamente, Dominguinhos, Mestre Zinho, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste, Bicho de Pé, Trio Juriti, entre outros.

CONFIRME SUA PRESENÇA NO LINK ABAIXO
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4) Acompanhamos pelas redes sociais que recentemente o trio fez diversos shows pelo litoral do Espírito Santo e gostaríamos de saber como foi a experiência. 
Iniciamos nossas viagens pelo Rio de Janeiro, tocando no Lapa 40º, em um projeto que o Luiz do Forró do Rio faz. O Luiz foi quem nos fez abrir os olhos e pensar que o Trio Sudestino deveria sair de São Paulo. Então fomos para a cidade maravilhosa no ano passado. Foi muito bom! Depois disso tivemos outras viagens, fomos para o Espírito Santo e retornamos ao Rio para uma apresentação em outra casa de show. Está sendo uma experiência boa e única, pois estamos percebendo que o forró tem sim o seu espaço, assim como a mulher também tem o seu espaço no forró. Eu brinco com os meninos dizendo que parece que em outros estados nós mulheres somos mais abraçadas. O público gostou bastante, graças a Deus. Para nós está sendo encantadora essa fase, encantadora mesmo.

5) O trio também participou da última edição do FENFIT (Festival Nacional de Forró de Itaúnas) onde a Amanda ganhou o prêmio de revelação feminina e queríamos saber como foi participar de um dos principais festivais de forró do país?
Ter participado do FENFIT no ano passado foi uma coisa inacreditável. Para quem acompanha o Trio Sudestino, sabe que eu, Amanda, precisei passar por uma cirurgia no começo de 2016. Infelizmente essa cirurgia colocaria minhas cordas vocais à prova e eu poderia sofrer alguma alteração na voz e graças a Deus isso não aconteceu. Mas justamente nessa época estávamos gravando o CD e enviando material para o festival, sou muito pessimista, os meninos são mais sonhadores, eu brinco que eu puxo a cordinha do balão deles (risos), eu sou o peso que mantém o equilíbrio no trio, porque se deixar, os dois voam. Então ter ido para o festival foi uma surpresa, concorrendo com uma música de minha autoria, uma música que eu compus em 2010, foi surreal. E ainda por cima ter trazido na mala o prêmio de revelação feminina foi maravilhoso, encantador. Até hoje eu não consigo acreditar em tudo que nos aconteceu em Itaúnas, foi surreal mesmo!
Essa é música Destino, composta pela Amanda e vencedora do FENFIT 2016.


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